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Ilha de S.Jorge (Ilha castanha)
Situada
no coração do arquipélago, no grupo central, a 40 km a sul da Graciosa e a 20
km a norte do Pico. Tem a forma alongada de uma lâmina de punhal. Tem uma superfície
de 246.25 km2, sendo de 54.350 km de comprimento, do Topo até aos
Rosais, e com cerca de 6.750 km, na sua largura máxima.
Tudo leva a crer que foi a quinta ilha a ser descoberta, pelo célebre capitão
donatário da ilha Terceira, Jácome de Bruges, a 23 de Abril de 1450, dia de
São Jorge, cavaleiro, herói e mártir.
O nome desta ilha, (S. Jorge), deve-se ao facto de ter sido descoberta no dia
de S. Jorge
e também à devoção que dedicava a este santo o comandante da expedição; a silhueta
da ilha evocava aliás, aos olhos dos exploradores, o dragão que o santo tinha
conseguido aniquilar no dorso do seu cavalo.
O seu povoamento tem início em 1470 com o colonizador flamengo, nascido em Bruges,
que se chamava Guillaume Van Der Haegen ( mais tarde Guillaume da Silveira),
que com sua mulher Margarida Sabuya, conseguiu a autorização de colonização.
O primeiro aglomerado, foi no Topo, local onde se tinha feito o primeiro desembarque.
Progressivamente foi sendo povoado por gente do norte de Portugal, do Douro
Litoral e do Minho. Esta colonização não foi fácil, tendo os seus primeiros
habitantes trabalhado sem descanso, sem nenhum conforto, casa, cama, sem ajuda
ou protecção. S.Jorge ficou muito tempo isolada nas relações económicas e culturais
com os seus vizinhos. Mais tarde, esta ilha, teve um papel importante na luta
contra os Espanhóis, século XVI (em 1581), dando o seu contributo à ilha Terceira
no apoio ao partido de D. António Prior do Crato que se opunha a estes.
Esta ilha tem sofrido ao longo dos séculos com catástrofes naturais, como: terramotos
em 1580, 1757, 1808, 1964 e 1980, também por erupções vulcânicas como 28 de
Abril de 1580 e a 1 de Maio de 1808 (ainda hoje se pode ver a velha torre da
igreja da Urzelina isolada no meio de uma corrente de lava proveniente desta
erupção).
Também foi fustigada por ciclones, como o de 17 de Outubro de 1899 e as inundações
de 1588, 1606, e 1842.
As principias fontes de riqueza da ilha são a agricultura , (sendo a produção
do seu famoso queijo o principal suporte económico), pesca e seus derivados,
(existindo nesta ilha várias fábricas de conserva) e o turismo.
Actualmente divide-se em dois concelhos,
Calheta com 5 freguesias e Velas
com 6 freguesias.
A sua população em 1900 era de 16.074, em 1950 era de 16.507, em 1991 de 10.219 e de 9504 em 2006.
Os habitantes de São Jorge são por natureza doces, com um carácter resignado
e profundamente religioso.
Nesta ilha pode desfrutar de inúmeras belezas naturais e locais de visita obrigatória,
como: o Pico da Esperança, ponto mais alto da ilha com 1.000 metros de altitude,
de onde se avistam as restantes ilhas do grupo central (Terceira, Graciosa,
Pico e Faial).
Os abatimentos das encostas deram origem, nalguns sítios, a zonas planas denominadas
Fajãs, como por ex: Fajãs do Ouvidor, Fajã dos Vimes, Fajã dos Cubres, Fajã
de S. João, Fajã Grande, Fajã da Caldeira de Santo Cristo, sendo esta o único
local nos Açores onde existem amêijoas, o Topo com seu farol e ilhéu onde existem
colónias de aves marinhas, Algar do Montoso ( deve fazer-se acompanhar de um
guia), Furna das Pombas, o Parque Florestal das Sete Fontes. Igreja de S.Jorge
nas Velas, construída em 1460, com um valioso trabalho em talha. Igreja Nossa
Senhora da Conceição erigida no século XVII, Paços do Concelho um exemplar da
arquitectura barroca civil açoreana, construída no século XVII, Igreja de Urzelina,
que devido à erupção vulcânica do Pico da Esperança em 1808, se encontra submersa
, apenas emergindo a sua torre, Igreja de Santa Bárbara construída no século
XVIII, Igreja de Santa Catarina, construída no século XVII.
Como pratos típicos nesta ilha temos: o peixe fresco, boa carne de vaca, lagosta,
cavaco, lapas e as famosas amêijoas da caldeira de Santo Cristo são matéria
para confeccionar deliciosas refeições. O queijo de S. Jorge, com fama internacional,
dispensa apresentações, o pão de milho e os torresmos com inhames.
Como em todas as ilhas, o seu mar é rico em espécies písciculas. sargos, garoupas,
pargos, besugos, bodiões vejas, anchovas, bicudas, serras podem ser capturados
em diversos pesqueiros ao longo da ilha, utilizando a técnica que mais gostar.
A tudo isto se juntarmos as suas águas despoluídas, a pacatez das suas gentes,
está constituído um atractivo turístico.
Acompanhe a cada minuto o visionamento do tempo por estas paragens.
Imagem obtida do projecto climaat
WebCam Live - S. Jorge
Imagens actualizadas a cada 60 segundos
Veja a previsão do tempo, em pormenor, não só para esta ilha mas para o restante planeta.
Ilha de São Jorge - Açores
Espécie - Doce tradicional São Jorge - Açores
Azores, São Jorge Island
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