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Ilha de S, Miguel (Ilha Verde)
Situada
a 25º 30' oeste e 37º 50' norte e tendo a sul a ilha de Santa Maria a (55 milhas)
e a nordeste a ilha Terceira a (90 milhas), esta ilha tem uma superfície de
759.41 km2 sendo o seu comprimento de 65 km e largura máxima de 14
km. Conjuntamente com Santa Maria formam o Grupo Oriental, sendo, S.Miguel,
a maior e mais populosa ilha do Arquipélago dos Açores.
Actualmente, esta ilha tem 6 concelhos sendo: Ponta
Delgada com 22 freguesias, Ribeira Grande com 14 freguesias, Lagoa com 5 freguesias, Vila
Franca com 5 freguesias, Povoação com 6 freguesias e Nordeste com 7 freguesias; com uma população que em 1900 era de122.169, em 1950 de 165.156, de 125.915 no ano de 1991 e de 132671 em 2006.
O seu clima, aliás, como todas as outras, é ameno, com valores da ordem dos
14º C (57 F.) no Inverno e 21º C (70 F.) no Verão.
A descoberta desta ilha é apontada entre os anos de 1427 e 1439, no entanto,
em meados do século XIV já existiam cartas geográficas que indicavam a sua existência.
O seu povoamento teve início a partir de 1439, data de uma carta régia que autorizava
o Infante D.Henrique a enviar colonos vindos da Estremadura, Algarve, Alto Alentejo,
Madeira e alguns estrangeiros principalmente oriundos de França.
Em 1546,Ponta Delgada, adquiriu uma proeminência que viria a torna-la cidade.
Em 1832, parte de Ponta Delgada o exército que, logo após o cerco do Porto,
proclama Rainha D. Maria II.
" São Miguel Arcanjo" seu primeiro nome, deve o actual nome à cura do irmão
de D.Henrique, o Navegador: estando muito doente, todos pensavam que iria morrer;
a família resolveu levá-lo ao altar de S.Miguel Arcanjo. Graças a esse gesto,
D.Pedro recuperou milagrosamente a saúde e retomou o gosto de viver.
O Infante D.Henrique a partir desse instante, manterá sempre grande devoção
a S.Miguel. E a segunda ilha que descobrira recebera o nome de "São Miguel"
por ter salvo milagrosamente a vida de seu irmão D.Pedro.
Algumas consonância e certas expressões francesas no falar micaelense poderiam dar crédito à ideia de que uma colónia bretã se teriam instalado na
ilha de S.Miguel, na região que ainda hoje se chama "Bretanha". Os vestígios
flamengos são incontestáveis, como o testemunham numerosos homens e mulheres
de olhos azuis e cabelos loiros que tanto há nesta ilha como no resto do Arquipélago.
Nota de esclarecimento: Nas muitas viagens que tenho feito nacional
e internacionalmente há sempre a velha interrogação de que não tenho pronúncia
açoreana. Dado que, quando se fala, dos Açores, há a relação com a pronúncia,
pronúncia essa que é exclusivamente de S.Miguel. Note-se ainda de que é na ilha
do Faial que se fala o melhor português (isto, segundo opiniões de especialistas).
Ao passar por esta ilha, sugiro alguns locais de visita obrigatória:
Sete Cidades, com as suas duas lagoas (a azul e a verde), o Pico do Carvão,
o Miradouro do Escalfado, Caldeiras da Ribeira Grande, o Vale das Lombadas (onde
fica a nascente de água mineral com o mesmo nome), Praia dos Moinhos, Gorreana e Porto Formoso, onde pode observar a cultura do chá e conhecer as respectivas
fábricas, Lagoa do Fogo, Caldeira Velha, Ilhéus de Vila Franca, Lagoa do Congro,
Vale das Furnas (onde possui mais de vinte nascentes tremais, o que a torna
uma das maiores hidrópoles do mundo e onde se confecciona o "cozido nas caldeiras",
aproveitando o calor da terra), Parque Terra Nostra, Pico do Ferro, o Salto
do Cavalo. Não se esqueça porém de que, é nesta ilha que se produzem ananases,
por isso não se esqueça de visitar as suas estufas, Museu Carlos Machado e ainda
o Convento da Esperança, Paços do Concelho (edifício barroco dos séculos XVII-XVIII),
Igreja de Nossa Senhora da Estrela que no seu coro alto, um arcano do século
XIX, Igreja de Nossa Senhora da Conceição (construída no século XVIII, Igreja
de São Pedro (construída no século XVI e reconstruída no século XVIII), Igreja
de São Francisco (Estilo Barroco século XVII), Igreja do Espírito Santo (Estilo
Barroco século XVI), Museu Fontanário da Ribeira Seca (construção do século
XVI), Igreja de Santa Cruz (edifício, Estilo Manuelino, do século XVI), Igreja
de Nossa Senhora do Rosário (edifício do século XVI), Ermida de Nossa Senhora
dos Remédios (século XV), Convento dos Frades (edifício em Estilo Barroco, século
XVII), Igreja de Nossa Senhora dos Anjos (século XVII, Estilo Barroco), Convento
da Caloura (Estilo Barroco adquirido no século XVII, mas cuja construção remonta
ao século XVI, sendo actualmente propriedade privada), Igreja de São Miguel
(construída no século XV), Igreja de São Pedro (Estilo Barroco, século XVIII),
Convento de São Francisco (fundado no século XV, foi reconstruído no século
XVII, a seguir à crise sísmica), Ermida da Senhora da Paz, Ermida de Nossa Senhora
das Vitórias (Estilo Gótico Nórdico, construído em 1884), Matriz Velha (junto
ao local onde desembarcaram os primeiros povoadores), Ermida de Santa Bárbara
(embora já não possua qualquer característica do templo aí existente no século
XV é considerado o mais antigo templo de São Miguel), e Igreja de São Jorge
(edifício do século XV).
Como em todas as ilhas, São Miguel também tem os seus pratos típicos, tais como:
os fervedores, o caldo azedo, os torresmos de molho de fígado, a linguiça com
inhame, o assado misto, o polvo guisado ou assado, o arroz de lapas, as lapas
de molho afonso, as caldeiradas de peixe, os chicharinhos com molho vilão, a
morcela com ananás e o cozido na caldeira (confeccionado com o calor das caldeiras).
Nos mariscos, as lapas, as cracas, lagostas, cavacos e caranguejos. Na doçaria,
a massa sovada, os bolos lêvedos, as malassadas, as queijadas de Vila Franca,
as fofas da Povoação e as barrigas de freira.
Obviamente, não pode deixar de saborear o famoso ananás de São Miguel. Também
nesta ilha de produz o vinho de cheiro, (tipo morangueiro), sendo o mais conhecido,
aquele que se produz na região da Caloura. Não deixe de provar também os seus
licores de maracujá e ananás. O chá, produzido na Gorreana e Porto Formoso,
é uma bebida a apreciar.
Depois de tudo isto, só lhe falta momentos de boa digestão e lazer, por isso
aconselho os passeios pedestres, que são muitos e para acabar em beleza dirija-se
às zonas balneares: piscinas do Pesqueiro e de S.Pedro, Praias do Pópolo e das
Milícias, piscinas da Lagoa, praia da Baixa da Areia, praia de Água D'Alto,
praia da Vinha da Areia, praia da Ribeira Quente, praia do Lombo Gordo, praia
dos Moinhos, praia e piscinas da Ribeira Grande e poços de S.Vicente, areal
e piscinas naturais dos Mosteiros e piscinas das Feteiras.
Como no restante arquipélago, a costa da ilha de São Miguel é riquíssima em
espécies píscicolas, onde o pescador à linha pode capturar, sargos, vejas, pargos,
garoupas, bodiões, cavalas, anchovas, bicudas e serras. Também pode pescar de
barco atuns, espadarte, espadim branco e azul, pargos, gorazes, chernes, etc.
Existem nesta ilha dois campos de golfe, o campo da Batalha com 27 buracos e
o da Achada das Furnas com 18 buracos, ainda existindo um complexo desportivo
para a prática do ténis.
A tudo isto se juntarmos as suas águas despoluídas, a pacatez das suas gentes,
está constituído um atractivo turístico.
Acompanhe a cada minuto o visionamento do tempo por estas paragens.
Imagem obtida do projecto climaat
WebCam Live - S. Miguel
Imagens actualizadas a cada 60 segundos
Veja a previsão do tempo, em pormenor, não só para esta ilha mas para o restante planeta.
Romeiros de Santa Cruz - Romaria em São Miguel 2007
S.Miguel - Azores
S.Miguel -The lost paradise
No concelho da Povoação, ilha de S. Miguel, foi construída uma bomba de gasolina em cima de um vulcão.
As temperaturas no local chegam a superar os cem graus.






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